quinta-feira, 26 de abril de 2012

Hipácia


          Ágora - Alexandria  é um filme surpreendente e provocante que conta a história da última filosofa da Antiguidade clássica Hipácia e retrata os conflitos entres os judeus cristãos e pagãos que conviviam na cidade de Alexandria no final do século IV d.C., quando o Egito era governado pelos romanos. Também mostra a destruição da Biblioteca de Alexandria pelos cristãos. O cristianismo religião oficial. E a expulsão dos judeus de Alexandria no ano de 415, pelo bispo Cirilo. Alexandria foi fundada por Alexandre, o grande, no ano de 332-331 a.C.

                                                           

        Hipácia foi filósofa e astrônoma que tinha um profundo conhecimento de matemática. Influente pensadora da Antiguidade estudava o movimento dos planetas.  Ela nasceu em Alexandria, no Egito em 370.  Foi educada pelo pai, um grande matemático, astrônomo e filosofo diretor do Mudeu de Alexandria, chamado Teón. Ela ensinava os princípios da filosofia e vestia o manto dos filósofos.  Profunda estudiosa do universo, especialmente sobre a curva do eclipse que rege os movimentos dos planetas. Foi celibatária até o fim de sua vida. Há uma cena no filme que retrata bem isso: Um aluno apaixonado quer namorá-la, Hipácia, então mostra um de seus panos higiênicos, usados na mestruação e diz: “É isto que tu amas na verdade e não a beleza por sim mesma”
         Hipácia tinha amizade e influência sobre as decisões do prefeito da cidade chamado Orestes, por isso tornou-se inimiga da política do bispo de Alexandria chamado Cirilo. Como Hipácia era pagã, então o bispo Cirilo resolve ser contra a filosofia. Espalha boatos pela cidade que a filosofa é uma bruxa e que controlava Oreste através de magia negra.
           A população mais simples ficou apavorada. Os cristãos a leva para a igreja de Cesarion, no Egito, lá ela é despida e apedrejada. O seu corpo é mutilado, Conta o filme que Cirilo tomou o poder de Alexandria e depois de morto Roma o declara santo. E nada se sabe sobre Oreste.
O filme é interpretado pela atriz, a inglesa Rachel Weiz e a direção de Alejandro Amenabar. 

Indicação de filme: Ágora

Fonte: Aventuras na História- Abril 2010

segunda-feira, 23 de abril de 2012

O café

                  Antigas fazendas de café do Rio de Janeiro

O café, conhecido na Bahia como “menorzinho”, já teve seus séculos de glória na Europa e no Brasil. O seu nome científico é coffea arábica. Uma planta originária da África que foi cultivada pelos árabes durante anos. No século XVII, o produto tornou-se conhecido na Europa e no século XVIII a produção de café atingiu as Antilhas.
          Durante o Segundo Reinado, o café substituiu o açúcar como principal produto de exportação. Foi introduzido no Brasil por volta de 1727 por Francisco de Melo Palheta que trouxe as primeiras mudas de café e levou para o Pará.  Na região sul, o café encontrou condições apropriadas ao cultivo, com chuvas bem distribuídas durante o ano, e o solo de terra rouxa favoreceu o seu desenvolvimento.
          Nas primeiras décadas do século XIX, no Rio de Janeiro formaram-se as grandes fazendas de café. As plantações foram se expandindo para o litoral até Angra dos Reis e Parati. Atingiu o litoral norte de São Paulo (Ubatuba, Caraguatatuba e São Sebastião). Expandiu até Resende e Vassouras, no Vale do Paraíba. As exportações eram feitas pelo porto do Rio de Janeiro, São Paulo, porto de Santos e Paranaguá, no Paraná.
          O principal comprador era os Estados Unidos, que compravam até 50% do café vendido no país. Esse aumento de consumo aconteceu a partir de 1776, ano da Independência dos Estados Unidos. Os americanos começaram a substituir o chá importado dos ingleses pelo café.
          A agricultura brasileira era baseada em três elementos: a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo. Os grandes fazendeiros de café eram conhecidos como “Barões do café”, estes fizeram grandes fortunas.
          O café gerou muitas riquezas para o Brasil, tornou a economia nacional mais estável. Também estimulou a construção de ferrovias, o desenvolvimento dos meios de transportes e comunicação(telégrafo e telefone). Surgiram as primeiras indústrias e o trabalhador livre configurou como elemento novo dentro da sociedade brasileira.

Bibliografia:
História do Brasil Volume 2- Maria Januaria Vilela Santos
Para Entender a História – Divalte Garcia Figueira, João T. Vargas
História Memória Viva - Cláudio Vicentino

Imagens: Alexandre Bissoli 




quinta-feira, 19 de abril de 2012

Fortes de Salvador


Os fortes foram construídos no período colonial com o objetivo de defender Salvador contra os ataques dos índios e dos invasores estrangeiros, corsários e piratas.

          Forte de Santo Antônio da Barra (hoje Farol da Barra).
É o mais antigo forte do Brasil, construído em 1534. Hoje é administrado pela Marinha.  Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
          Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat (Cidade Baixa)
Construído em 1583, primeiro forte a fazer referência a uma santa. Sua localização é uma posição estratégica, no ponto mais alto da península. Administrado pelo exército. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
          Forte de Santo Alberto (Avenida Jequitaia)
Construído como torre entre 1590 e 1610, chamado de Forte lagartixa em referência ao canhão lagartixa. Também conhecido como Torre de São de São Tiago Tinha a função de proteger o ancoradouro de São Joaquim.
          Forte de são Marcelo
Construído em 1623, primeiro foi erguido em madeira, depois reconstruído em alvenaria para impedir as invasões holandesas com seus 19 canhões em 1624. Conhecido como Forte do Mar é o único do Brasil em formato circular. Seu nome inicial era Forte de Nossa Senhora do Pópulo de São Marcelo. Abrigou o líder da Revolução Farroupilha Bento Gonçalves e rebeldes da Sabinada. Em 1836, aconteceu a Revolta do Mar que foi uma revolta federalista dos presos dentro do forte. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

                                              Forte Santo Antônio da Barra
          Forte de São Diego
Construído no inicio do século XVII. Foi reconstruído durante o governo geral de Diego Luis de Oliveira (1626-1635). Administrado pelo exército.
          Forte de Santo Antônio Além Carmo
Construído em1627, ano da expulsão dos holandeses de Salvador. Foi Casa de Detenção em 1950, desativado em1976. Abrigou presos políticos durante o regime militar.
          Forte de São Pedro (Campo Grande)
Construído em 1646. Foi o local em que os militares baianos se rebelaram contra o governo colonial português em 1822.
          Forte de Nossa Senhora do Monte do Carmo
Conhecido como Forte do Barbalho, construído em 1712, funcionou como cadeia pública e quartel de artilharia – Forte das Armas. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
          Forte Bateria de São Paulo da Gamboa (Gamboa de Baixo)
A artilharia do local foi a primeira a saudar a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808. Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
          Forte de Santa Maria
Foi ocupada pelos revoltosos durante a revolta da Sabinada (1837-1838). Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Fonte:


domingo, 8 de abril de 2012

O país mais pobre das Américas


          
           Descoberto em 1492 por Cristovão Colombo, o Haiti foi único país a se tornar independente através de uma revolução escrava. A sua cronologia é o seguinte:
          Em 1697, o Haiti tornou-se colônia da França e da Espanha após um tratado de cooperação, resultando na divisão da ilha em Republica Dominicana e Haiti. A economia era basicamente na produção de açúcar e na mão de obra escrava.
          Em 1804, os escravos negros dominados pelos franceses declararam independência, liderados pelo escravo Toussaint L’ouverture, o conflito deixou mais de 200 mil mortos.
         Em 1956, inicia-se a dinastia sangrenta de François Duvalier, o Papa Doc e sua milícia tonton macoutes( bichos-papões) que dominou o país. Depois o seu filho Jean- Claude, Baby Doc deu continuidade ao regime de terror no país. Foi deposto em 1986 por um golpe militar.
          Em 1991, o primeiro líder democraticamente eleito no país, Jean-Bertrand Aristide, também sofreu um golpe militar, mas retornou a presidência em 1994 com ajuda de Bill Clinton,
          Em 2004, Aristide foi retirado do país pelos EUA, no governo de George W. Bush. Nesse mesmo ano, foi criado pelo Conselho de Segurança da ONU a Minustah (Missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti) para restaurar a ordem devido a sua indefinição política e das ações de grupos organizados que elevam o índice de violência no país.
          O Brasil chefia a missão de paz no país. Conta com cerca de 7.340 militares de várias nacionalidades, entre eles 1.266 mil são brasileiros. A ONU prevê a redução desses soldados neste ano de 2012.
          O Haiti continua um país mergulhado numa crise sem proporções que depois do terremoto de 2010 a sua situação se agravou. O país está em uma zona de instabilidade geográfica, localizado entre duas placas tectônicas, sujeito a tremores e furações. Em 2010, foi atingido por um terremoto que destruiu sua capital, Porto Príncipe, morreram mais de 220 mil pessoas
          Hoje, o país sofre com o cólera, a maioria da população não tem acesso a água limpa e ao saneamento adequado, assim a proliferação da bactéria do cólera vem matando milhares de pessoas no Haiti,segundo o Ministério da Saúde do país. O índice de violência e desemprego é alarmante.
          Em fevereiro de 2012, a presidente Dilma Rousseff visitou o Haiti e a pauta da sua agenda foi à migração de haitianos no Brasil. Os estrangeiros chegam ao país por meio da fronteira no Amazonas e no Acre, o governo brasileiro pretende regularizar a situação desses haitianos e conceder vistos de permanências de cincos anos para aqueles que vierem ao país. A presidente visitou a Base General Bacellar, onde estão os militares brasileiros que atuam na missão de paz.
         O atual presidente Michel Martelly encontra dificuldades em reconstruir um país devastado economicamente e social.
  


Fonte:
Imagem 3.bp.blogspot.com/.../s1600/haiti+2.jpg

terça-feira, 3 de abril de 2012

Guerra das Malvinas – Entenda esse conflito


         30 anos depois do conflito entre argentinos e britânicos, o assunto ainda é destaque na Argentina e Reino Unido. As Ilhas Malvinas foram habitadas pelos colonos ingleses em 1882, embora tenham sido colonizadas pelos argentinos em 1827. Desde que a Grã-Bretanha começou a administrar as ilhas, os argentinos nunca aceitaram esse domínio.
         Ilhas Malvinas para os argentinos e Falkland Island para os ingleses foi palco de um conflito pelo domínio do arquipélago. Em 1982, o ditador argentino Leopoldo Galtieri invadiu a capital das Malvinas, Stanley. A Grã-Bretanha enviou uma força tarefa de 28 mil combatentes apoiados pelos Estados Unidos. Em dois meses a guerra chegou ao fim, às tropas argentinas perderam e a popularidade do seu ditador caiu junto com seu regime militar que foi substituído por um governo civil. Entretanto, a guerra garantiu a reeleição da primeira dama britânica Margaret Thatcher no Reino Unido.
          Os habitantes das ilhas são chamados de kelper, o modo de vida é mais parecido com a dos ingleses e os jovens podem fazer faculdade na Inglaterra. O inglês é a língua oficial, a religião é anglicana, dessa forma os kelpers não têm interesse de fazer parte da Argentina.
           Recentemente, Cristina Kirchner, presidente da Argentina, denunciou a ONU a militarização da região pelos ingleses reavivando a disputa. Devido esse fato, o governo argentino impôs restrições à navegação com o bloqueio em águas argentinas às embarcações com bandeira das Malvinas, que é comandada pelos britânicos desde 1833.
           Kirchner tenta obter ajuda da ONU para rediscutir com a Grã-Bretanha a reivindicação pela soberania das Ilhas Malvinas.  Argumenta que a posse da região pelos britânicos é uma forma de colonialismo. E o governo britânico defende que a sua atuação e legitima.
            A descoberta, recente de petróleo, endurece o discurso em torno da disputa pelas ilhas Malvinas entre os dois países. Segundo estudos, o leito oceânico no entorno das Malvinas pode conter grandes reservas de petróleo e gás.
           O Brasil apoiou diplomaticamente o país vizinho nos anos 80 tentando mediar o conflito com o Reino Unido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apoiou a posição defendida pela Argentina. E o apoio continua no atual governo, navios com bandeira das Malvinas estão proibidos de atracar no Brasil, decisão do Mercosul, no entanto, o Brasil vai continuar negociando com a Inglaterra.


Fonte: Imagem - 3.bp.blogspot.com/-qgGMLKxBZGo/T2LA0g4s7OI/AA...