Em 29 de março de 1549,
desembarca na Bahia, na enseada do Porto da Barra, o primeiro governador geral
do Brasil, Tomé de Sousa, que iniciou a construção de Salvador. Com Tomé de
Sousa Vieram muitos jesuítas chefiados por Manoel de Nóbrega, degredados e
exilados, muitos homens de ofício como carpinteiros, marceneiros, pintores e
tantos outros. A primeira capital do
Brasil foi planejada para ser a sede administrativa da colônia e
principalmente, uma cidade fortaleza, construída com muros e baluartes para se
proteger das invasões estrangeiras e piratarias. Acontece que em 1624, Salvador
foi invadida pelas tropas holandesas que tomaram a cidade, mas capitularam no
ano seguinte, em 1627 novos ataques dos holandeses, e em 1638 o conde Maurício
de Nassau atacou a cidade de Salvador, mas acabou sendo derrotado próximo do
forte de Santo Antonio Além do Carmo. O
Forte da Barra, hoje Forte e Farol da Barra, é o forte mais antigo de Salvador
que resistiu a invasão holandesa. A cidade murada contava com duas portas: a do
sul, porta de Santa Luzia, próximo hoje o Palácio dos Esportes; e a do norte,
porta de Santa Catarina, que fica próximo a ladeira da Misericórdia. Com o
crescimento da população os limites dessas muralhas foram rompidos. Esse
crescimento populacional desenvolveu a cidade até meados do século XVIII. A sua
prosperidade econômica advinha das plantações de cana de açúcar. Havia
plantações de cana e engenho de açúcar em Brotas, Graça e Rio Vermelho. A expansão da lavoura canavieira no recôncavo
também se refletiu no desenvolvimento econômico da capital. Surgiram diversos
engenhos de açúcar, plantações de cana e mandioca. A força de trabalho era
escrava, iniciada com os índios, depois é que chegaram os negros. Nesse período
foram construídos solares, conventos, como o de São Bento e o Desterro. A
primeira igreja que Tomé de Sousa fundou foi a Igreja da Nossa Senhora da
Conceição. A segunda foi a Sé- Pelourinho, onde se encontra hoje a cruz caída
feita por Mário Cravo Júnior. A igreja de Nossa Senhora das Graças foi fundada
em 1530, onde o padre jesuíta Manoel de Nóbrega celebrou a primeira missa. Em 763, a sede do Vice Reinado
foi transferida para o Rio de Janeiro, mas Salvador continuou sendo importante para
a economia, as mercadoria saiam e chegavam do Porto de Salvador para a
metrópole portuguesa, era considerado o Porto do Brasil no período colonial. Luis
dos Santos Vilhena, cronista baiano do século XVIII, deu o termo Soteropolitano
que significa: Cidadão da Cidade de Salvador.
Fonte: Lembranças do Brasil- as capitanias brasileiras nos cartões postais e álbuns de lembranças – João Emílio Gerodetti Carlos Cornejo
Historia
da Bahia –Luis Henrique Tavares
Imagem: www.acasadopeu.combr.net/fotos/PORTOBARRA1860.GI
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