quarta-feira, 21 de março de 2012

Fundação da Cidade de Salvador


                                                   
                     Em 29 de março de 1549, desembarca na Bahia, na enseada do Porto da Barra, o primeiro governador geral do Brasil, Tomé de Sousa, que iniciou a construção de Salvador. Com Tomé de Sousa Vieram muitos jesuítas chefiados por Manoel de Nóbrega, degredados e exilados, muitos homens de ofício como carpinteiros, marceneiros, pintores e tantos outros.  A primeira capital do Brasil foi planejada para ser a sede administrativa da colônia e principalmente, uma cidade fortaleza, construída com muros e baluartes para se proteger das invasões estrangeiras e piratarias. Acontece que em 1624, Salvador foi invadida pelas tropas holandesas que tomaram a cidade, mas capitularam no ano seguinte, em 1627 novos ataques dos holandeses, e em 1638 o conde Maurício de Nassau atacou a cidade de Salvador, mas acabou sendo derrotado próximo do forte de Santo Antonio Além do Carmo.  O Forte da Barra, hoje Forte e Farol da Barra, é o forte mais antigo de Salvador que resistiu a invasão holandesa. A cidade murada contava com duas portas: a do sul, porta de Santa Luzia, próximo hoje o Palácio dos Esportes; e a do norte, porta de Santa Catarina, que fica próximo a ladeira da Misericórdia. Com o crescimento da população os limites dessas muralhas foram rompidos. Esse crescimento populacional desenvolveu a cidade até meados do século XVIII. A sua prosperidade econômica advinha das plantações de cana de açúcar. Havia plantações de cana e engenho de açúcar em Brotas, Graça e Rio Vermelho.  A expansão da lavoura canavieira no recôncavo também se refletiu no desenvolvimento econômico da capital. Surgiram diversos engenhos de açúcar, plantações de cana e mandioca. A força de trabalho era escrava, iniciada com os índios, depois é que chegaram os negros. Nesse período foram construídos solares, conventos, como o de São Bento e o Desterro. A primeira igreja que Tomé de Sousa fundou foi a Igreja da Nossa Senhora da Conceição. A segunda foi a Sé- Pelourinho, onde se encontra hoje a cruz caída feita por Mário Cravo Júnior. A igreja de Nossa Senhora das Graças foi fundada em 1530, onde o padre jesuíta Manoel de Nóbrega celebrou a primeira missa. Em 763, a sede do Vice Reinado foi transferida para o Rio de Janeiro, mas Salvador continuou sendo importante para a economia, as mercadoria saiam e chegavam do Porto de Salvador para a metrópole portuguesa, era considerado o Porto do Brasil no período colonial. Luis dos Santos Vilhena, cronista baiano do século XVIII, deu o termo Soteropolitano que significa: Cidadão da Cidade de Salvador. 

Fonte: Lembranças do Brasil- as capitanias brasileiras nos cartões postais e álbuns de lembranças – João Emílio Gerodetti Carlos Cornejo
Historia da Bahia –Luis Henrique Tavares
Imagem: www.acasadopeu.combr.net/fotos/PORTOBARRA1860.GI

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