segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Os conflitos anticoloniais

1-      Os Motins de 1711
      - O motim do Maneta
      - O motim de Dezembro
      2- Levante do Terço Velho
      3- A prisão dos oficiais da Câmara

      
        Vou começar com os diversos conflitos que ocorreram na Bahia colonial, no século XVIII, contra as autoridades que exerciam o governo em nome do rei de Portugal. Dentre muitos problemas enfrentados, estava à cobrança de impostos que gerava insatisfações devido os altos preços dos artigos importados, exemplo o sal.

         O pacto colonial vigorava entre Portugal (metrópoles) e o Brasil (colônia), em que a colônia fornecia matéria-prima e comprava produtos manufaturados da metrópole. Portugal defendia o monopólio do comércio: somente navios portugueses entravam na Bahia de todos os santos. E  a colônia só podia comprar e vender para a metrópole.
Portugal fixava preços em todos os produtos da colônia, como: açúcar, algodão fumo, couro etc. Todos os comerciantes eram subordinados ao rei de Portugal. Assim geraram conflitos na colônia.

                                                    
1-      Os motins de 1711

a)      O motim do Maneta – foi um protesto contra o aumento de 10% nos preços dos
 artigos importados. Esse aumento do imposto por Portugal teve o objetivo de auxiliar as despesas com os navios de guerra mandados pelos portugueses para proteger o litoral brasileiro que estava sendo freqüentado por navios piratas da Inglaterra e da França.
Outro objetivo do motim foi o alto preço do sal que beneficiava o comerciante Manoel Dias Filgueiras, que possuía uma loja que fornecia sal para toda a Capitania da Bahia.

        No dia 19 de outubro de 1711, o juiz do povo Cristóvão de Sá levou as solicitações dos comerciantes insatisfeitos ao governador, o Terceiro Conde de Castelo Melhor, Pedro de Vasconcellos e Sousa. Este discordou das reivindicações e ordenou que todos se recolhessem as suas casas. Desconte com posição do governador, o comerciante João de Figueredo Costa, apelidado de Maneta, chefiou uma invasão e destruição do depósito de sal de Manoel Dias Filgueiras. Depois disso, João de Figueredo Costa dirigiu-se com seus companheiros para outro depósito de sal, este no Cruzeiro do São Francisco, propriedade de um sócio de Filgueiras, Manoel Gomes Lisboa. Mas foram detidos pela intervenção do Bispo D. Sebastião a pedido do governador. Para acabar com as manifestações, o governador concordou em abaixar o preço do sal e deu amplo perdão a todos os insatisfeitos.

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Fonte:
História da Bahia - Luis Henrique Dias Tavares
Fonte da imagem: pt.wikipedia.org